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"Estas & outras Cumplicidades"

"Estas & outras Cumplicidades"

Línfomania - Vinte dias, sete minutos, e o ano nunca mais acaba.

17.06.24, cumplicedotempo

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Como devem perceber pelo tempo que demorei a postar este episódio, não estava com pressa nenhuma de chegar a esta parte, ironias a parte, seguem se então 20 sessões de radioterapia, cada sessão não são mais de 7 minutos, mas minha gente com aquela coisa enfiada na cara, isto mais vai parecer uma eternidade, ora vamos lá ao episódio 13 que isto tem tudo para correr bem.

Estamos em pleno mês de Dezembro, o cúmplice aflito em não apanhar um raio de uma constipação, sim, aquilo dos espirros era mesmo um dilema para a minha cabeça, e os horários iriam ser bem madrugadores, depois de duas/três sessões iniciais as 10 da manhã, foi me proposto o horário das 8h30, que aceitei logo; obviamente isso levava a madrugar e acordar as 6 da manhã, mas gostei para ser sincero, pouco transito e gente nas ruas, viagens rápidas e 9 horas da manhã estava despachado.

Mas obviamente não me safava sem uma aventura, e claro está, tinha que ser logo na primeira sessão, que era para eu ficar ainda menos stressado (sim, eu também stresso as vezes) com isso da máscara.

Ao iniciar a primeira sessão, as auxiliares ao tentar pôr-me a mascara, que tem um encaixe muito especifico, teimavam em meter-me a cara para dentro, algo estava errado, mas elas insistiam que tinha que encaixar, era simplesmente impossível aguentar a pressão que me exercia na cara, e no desespero, levantei-me e disse que não o faria naquelas condições, segue se, que me mandam de volta ao departamento onde tinha feito a máscara, ver o que se passava.

Escusado será dizer que toda esta situação foi uma balde de água fria, para quem como eu, estava tão ansioso por começar a resolver as coisas.

Mas prontos, sou finalmente chamado para voltar a testar a máscara, e surpresa, surpresa, a máscara encaixa a primeira sem qualquer falha, conclusão: cada mascara tem uns pequenos encaixes que servem para ajustar a altura entre a máquina onde estamos deitados e a mesma, esqueceram se de por esses encaixes, ou não os puseram de forma correta... Estou finalmente pronto para iniciar esta coisa, mas hoje já ninguém me tira o stress acumulado.

As próximas sessões são simplesmente, uma máscara chata que me enfiam na cara, salvo raras excepções, aquilo nunca foi muito confortável, mas pelos minutos que demorava, foi tudo uma questão de focar no pouco tempo que o tratamento durava, e o automatismo da máquina era tal, que já sabia pelos barulhos que fazia, o tempo que faltava, ou seja, era fechar os olhos e siga lá dar cabo da dita cuja com raio laser.

Essa radiação no meu caso incide sobre a lesão principal, as pequenas lesões satélites a volta e sobre os gânglios, com o decorrer das sessões vai se perceber que a dita cuja está a passar um mau bocado, mas será que isto vai ser suficiente para a fazer desistir?

Cenas dos próximos capítulos: “Ano velho, Ano novo, desafios, sempre os mesmos.”

Nota: Esta pequena ausência deveu-se ao facto de cá o cúmplice também merecer uma pequena pausa, que isto de ser aventureiro tem que se lhe diga, acreditem.

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